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O boom do e-book será inevitável a partir do momento em que os hardwares –leitores e tablets de conteúdo digital, como Kindle e iPad– ficarem mais baratos. Cazado considera que as editoras ainda estão forçando um preço relativamente alto para o produto e-book, cobrando em torno de 70% do seu equivalente em papel –quando os custos envolvidos são, na verdade, consideravelmente menores.

É uma questão logística: na indústria tal como ela é hoje, são muitos os atores envolvidos na cadeia da publicação. “Começa com o escritor, que contata um agente literário, que leva o manuscrito para a editora, que o publica –quando publica. Vai para a gráfica imprimir, então vem um caminhãozinho, que é a distribuidora, levar o livro nas livrarias, até chegar no leitor”, explica Cazado.

Por sua vez, o e-book permite uma redução de etapas, com apenas três personagens envolvidos: o autor, a editora e o leitor. No sistema sob demanda, enquanto um livro impresso tem preço sugerido de R$ 30, em média, a versão digital cai para um sexto desse valor: R$ 5. Um impacto não só para o mercado editorial, mas para a própria cultura do país. “Gera-se uma oportunidade de acesso e disseminação da leitura para todas as classes sociais”, afirma.



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Publicado em 23/10/2010

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Fábio Fujita
É jornalista.

 
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