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Em vez de se alistar nessa batalha inglória contra o tempo, resta identificar e questionar esses valores e –por que não?- inventar outros. Afinal, nosso mundo não parece carecer de mais egos hiperinflados, de imagens plásticas e saradas do corpo.

Nesse sentido, vale a pena reativar o tema do “amor ao mundo” (Hannah Arendt) ou o da “fidelidade à Terra” (Friedrich Nietzsche). Talvez no lugar da auto-estima, resta propor (e efetuar) algo tão raro que nem sequer se encontra expresso: a alter-estima, uma espécie de conversão da estima em direção ao outro.


Publicado em 19/4/2008

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Maria Cristina Franco Ferraz
É doutora em filosofia (Paris I-Sorbonne), professora titular de Teoria da Comunicação da Universidade Federal Fluminense (UFF) e autora de "Nietzsche, o Bufão dos Deuses", "Platão: As Artimanhas do Fingimento" e "Nove Variações Sobre Temas Nietzschianos" (todos pela Relume Dumará), entre outros. É também organizadora da coleção "Conexões", da editora Relume Dumará.


 
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