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“Império dos Sonhos”, de David Lynch: Outra vez reverenciado como obra-prima, o novo filme do diretor norte-americano David Lynch marca sua incursão no suporte digital. A história, que bagunça a fronteira entre devaneio e realidade, é sobre uma atriz (Laura Dern) que mistura sua vida pessoal com o roteiro do filme em que atua.

“Le Voyage du Ballon Rouge”, de Hou Hsiao-Hsien: Apesar de pouco badalado por aqui, o cineasta chinês criado em Taiwan Hou Hsiao-Hsien é dos mais importantes da atualidade. Dirigiu “Café Lumière” (2003) e “Três Tempos” (2005). É quase obrigação de cinéfilo conhecê-lo.

“A Era da Inocência”, de Denys Arcand: Exibido no último Festival de Cannes, o novo trabalho do diretor canadense de “Invasões Bárbaras” conta a história de Jean-Marc, um funcionário público entediado com a vida ordinária que leva. Ele busca uma saída imaginando ser outra pessoa.

“Angel”, de François Ozon: O diretor surgiu como uma grande promessa do cinema francês e seguiu uma trajetória irregular, tendo como ponto alto filmes como “O Tempo que Resta” e “8 Mulheres”. Em “Angel”, ele constrói um drama de época sobre uma jovem escritora.

“Hana”, de Hirokazu Kore-eda: É o diretor japonês que encantou o público da 28ª Mostra com o filme “Ninguém Pode Saber”, sobre os irmãos que lutam para sobreviver num pequeno apartamento, após serem abandonados. “Hana” fala sobre um jovem samurai que busca vingar a morte do pai.

“O Homem de Londres”, de Béla Tarr: Muitas vezes comparado com a tradição russa formada por diretores como Tarkovsky e Sokurov, o húngaro Béla Tarr espantou o mundo ao apresentar “Satantango”, um épico com duração de sete horas e meia que retrata uma vila durante o pós-comunismo na Hungria. Seu cinema é conhecido por explorar longos e elaborados planos, sempre gravitando entre a melancolia e o humor.

“Import Export”, de Ulrich Seidl: Há inevitavelmente na lista de filmes da Mostra um que causa polêmica e vira burburinho nas filas do evento. Tudo indica que o austríaco “Import Export”, exibido em Cannes este ano, cumpra esse papel. A temática gira em torno de sexo e morte nas vidas de uma enfermeira e um desempregado.

“Onde os Fracos não Têm Vez”, de Joel e Ethan Coen: Novo filme dos irmãos diretores de “Fargo” e “O Homem que não Estava Lá”, marcado para encerrar a mostra. Com um trio de grandes atores –Javier Bardem, Tommy Lee Jones e Woody Harrelson-, a trama é sobre um traficante que encontra no deserto uma maleta cheia de dinheiro.

“Redacted”, de Brian de Palma: O diretor americano mostra uma faceta pouco comum em sua carreira, consagrada por geniais thrillers, como o recente “A Dália Negra” e o clássico “Vestida para Matar”. Em “Redacted”, ele usa artifícios documentais para abordar a vida de soldados no Iraque.

“Senhores do Crime”, de David Cronenberg: O realizador canadense retoma a parceria com o ator Viggo Mortensen –fizeram juntos “Marcas da Violência”– numa trama que envolve uma parteira e uma organização criminosa russa. Ao perfeito domínio da linguagem cinematográfica, Cronenberg sempre alia o caráter experimental de suas produções.

“Jogo de Cena”, de Eduardo Coutinho: O documentarista aposta na ficção para fazer seu novo filme, “Jogo de Cena”. Após agrupar mulheres num teatro e ouvir as histórias de vida delas, o diretor pede para atrizes consagradas (Marília Pêra, Fernanda Torres e Andréa Beltrão) encenarem o que foi contado.

“Sombras de Goya”, de Milos Forman: Acostumado a transformar párias sociais ou figuras controversas em heróis de seus filmes, como aconteceu em “Amadeus” e “O Povo contra Larry Flynt”, agora o diretor tcheco Milos Forman busca examinar a vida do pintor espanhol Francisco de Goya em meio à crise política de sua época.

“El Otro”, de Ariel Rotter: Filme argentino que venceu o prêmio do júri no Festival de Berlim deste ano, dirigido pelo jovem portenho Ariel Rotter. Durante uma viagem a negócio, Juan adota a identidade de uma outra pessoa e embarca numa jornada de auto-análise.

“Não Toque no Machado”, de Jacques Rivette: O diretor francês foi integrante da trupe de críticos que revolucionou o cinema ao criar a Nouvelle Vague, no final dos anos 50. Sua obra é uma das mais singulares e coesas do cinema moderno. Neste filme, adaptado de um romance de Balzac, ele conta uma arrebatadora e trágica história de amor entre uma nobre e um general.

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Fernando Masini
É jornalista.

 
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